Claudio Marcellini

Inclusão Digital e Empreendedorismo para o Brasil

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Conselhos para Empreender – Recordnews

 

Calúnias e Difamações – Denuncie

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Artigo 427: O preconceito com negócios e oportunidades

Dia desses li um artigo escrito por um colunista da Forbes que achei muito interessante, aliás o próprio tema era por si só uma referência a realidade “ Não deixe o preconceito acabar com a sua empresa”.

Esse tema, me remete a uma realidade de um país que a sua maioria dos cidadãos “especialista” não leem, não pesquisam, não escutam, não se esforçam, parecem que nascem sabendo, mas aí quando abrem a boca com ideias, perguntas e sugestões, só falam bobagem, que papelão. Esse tema é tão latente que eu poderia dizer “não deixe a ignorância e o preconceito lhe tirar os negócios, as oportunidades…”

Segue parte do texto:

“Se vc tem a mesma idade que a minha, muito provavelmente você viveu algo parecido…
Eu me lembro que desde muito cedo, meu pai me obrigou a fazer aulas de inglês.
Sinceramente, eu odiava aquilo.
Para uma criança de 10 anos, não fazia sentido algum trocar o tempo livre, de brincadeiras e desenhos na televisão, por aulas extras de inglês.
Essa falta de sentido, nada mais era do que um preconceito meu.
Eu era imaturo demais para enxergar a importância de aprender o idioma.
E ainda lembro dos meus momentos de birra, tentando entender porque eu poderia precisar de inglês algum dia na vida.
Hoje, eu só posso agradecer.
Não fosse a insistência e o pulso firme do meu pai, eu com certeza não teria tido metade das oportunidades que tive…
Não teria me graduado em New Jersey, e também não seria um colunista da Forbes hoje.
Talvez, eu esteja sendo duro demais comigo…
Mas a ignorância começa onde o conhecimento acaba…
E se eu tivesse seguido o preconceito de um garoto de 10 anos, que não conhecia nada sobre o mercado, e muito menos sobre oportunidades…
Quanta coisa eu não teria deixado de aproveitar na minha vida?
A insistência do meu pai tinha um bom motivo:
A maior potência global do mundo era a nossa maior parceira comercial, e ele sabia que muita coisa poderia surgir a partir disso.
E ele estava certo.
Os EUA já vinham ditando as regras do jogo naquela época, e ter as ferramentas para se relacionar com eles te colocaria do lado certo do jogo.
Só que hoje, de acordo com a matemática, o jogo está virando…
Os EUA levaram 117 anos para multiplicar o seu PIB por 36 vezes.

A atual segunda maior potência do planeta conseguiu o mesmo feito 4 vezes mais rápido, em apenas 30 anos.
Uma nova nação começou a dar as cartas e ameaçar a soberania mundial americana…
Napoleão Bonaparte chegou a citar:
“A China é um gigante adormecido. Que siga dormindo, pois quando acordar, o mundo vai tremer.”
E o Dragão acordou.
Depois de 80 anos, ele finalmente desbancou os EUA e assumiu a posição de maior parceiro comercial do Brasil.
E assim como não pudemos evitar os impactos dos EUA no mercado brasileiro, também não seremos capazes de evitar os impactos que a China vai provocar.
Principalmente, individualmente.

Isso significa que você precisa aprender mandarim?
Não.
Felizmente, com a tecnologia, idiomas não são mais uma barreira.
Mas isso significa, sim, que é melhor se livrar de qualquer preconceito e não tentar evitar a China.
Pois, isso pode custar a saúde da sua empresa.
Olha esses números:
O preço final do produto fabricado na China pode ficar até 25 por cento mais barato se comparado à produção no Brasil.
Consequentemente, é possível projetar uma ampliação da margem de lucro de 30 por cento a 35 por cento.
Se o seu concorrente tiver uma redução de 25 por cento no que ele produz hoje, você conseguiria acompanhar o ritmo?
Este é só um exemplo da importância dos laços com a China.
Só que apesar de não precisar do mandarim, nós estamos falando de um povo com uma mentalidade completamente diferente da nossa.
E o maior marco da nossa relação com a China é o:
Desconhecimento de Costumes
Se você não aproveitou a onda de oportunidades que os EUA trouxe algumas décadas atrás…
Essa é a sua chance de fazer diferente.
Especialmente hoje…
Uma guerra está em curso, e brasileiros poderão tirar grande proveito dela.”
O texto acima não poderia ser mais preciso, parabéns Ricardo Geromel!
Desde criança costumo ouvir o brasileiro de forma soberba se considerar melhor que todos, no esporte, nos negócios, em tudo, mas no decorrer dos anos sou obrigado a aceitar que toda essa “genialidade” kkkkkkk

Kkkkkkkk

Kkkkkkk

Doeu até a barriga.

….genialidade nacional, levou o país para o fundo do poço. Sem rumo, o país anda para trás. Como se proliferam os programas de  calouros e o número de candidatos a cargo político, você já reparou? Trabalhar pra quê, para que o negócio é só cantar ou ser político.
As pessoas querem ganhar sem trabalhar. Caso contrário é aquele mimimimimi.
É nessas horas que podemos observar o óbvio, Nunca esteve Tão Fácil. Não existe concorrência real. Existe apenas a concorrência desleal e ou especulativa, mas essa tende a morrer cada vez mais rápido.
O primeiro passo para poder crescer é saber onde está, e aonde se quer ir. Depois é só arregaçar as mangas e se entregar ao sacrifício pelo resultado.
Os próximos anos serão duros, e ficarão piores para quem não fez a lição de casa, existirão apenas 2 classes, isto é de uma forma mais ampla e explicita. Uma classe que goza e explora, e a outra que é explorada e sustenta as engrenagens. Não deixe escapar as oportunidades, elas são passageiras mas a sua vida poderá mudar para sempre.

Claudio Marcellini

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Art:426 Ganhar dinheiro é fácil, primeiro eu ganho depois eu invisto?

É muito fácil ganhar dinheiro??

A cultura de receber antes de trabalhar e ganhar milhões da noite para o dia, é uma triste ilusão.

Desde que me conheço por gente observo que o país(Brasil) possui sérios problemas na Educação, digo na Educação de formação(colégio, escola), não que não existam problemas na educação e bons costumes, mas a questão aqui está relacionada a primeira(Educação de formação). Ano após ano, são divulgados dados, sendo a grande maioria, negativos. Professores ganhando mal e insatisfeitos. Pais e alunos desinteressados. Escolas sem a menor infraestrutura. Para resumir e dizer o mínimo.

Quando assistimos o noticiário ou lemos um jornal e constatamos os tristes dados acima, é natural vermos em seguida, algum político, gestor público dizer algo mais ou menos assim:

“olha, o que acontece, é que não temos dinheiro, o país precisa crescer, a economia precisa melhorar, porque aí com mais dinheiro, poderemos investir mais na educação”

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Não, não, é sério, eu sei que parece piada. Peço a gentileza que leia novamente, o texto entre aspas e veja se faz algum sentido para você.

Enquanto, os países mais desenvolvidos do mundo e outros que os seguem, se utilizam um padrão que é muito mais óbvio e racional, ou seja, você precisa investir na educação para conseguir melhores resultados e desenvolvimento na sua nação, o Brasil vai na contramão.

Quando fazemos uma leitura diária de jornais e revistas atualizadas e nos permitimos entender e aceitar o que de fato acontece, podemos observar que o “conceito” de investimento aplicado na Educação, foi expandido para outros pilares essenciais da nossa sociedade.

Entendo que apenas, estudar, pesquisar, ler e acumular conhecimento e teorias não são tudo. Você precisa colocar em prática. Testar. Acredite, bastante coisa na teoria nem sempre dá certo na prática. Leve em conta as diferenças sociais, culturais, entre outras.Trabalhe duro. Invista e reinvista.

Dia estávamos realizando uma seletiva de recursos humanos. O objetivo da seletiva, era “enxugar” a empresa, tornando-a mais eficiente. Em reunião com um colega de trabalho que deseja permanecer na empresa e com receio de não conseguir permanecer para esta nova fase, ele me disse:

“então, a realidade é a seguinte, se eu ganhar mais, conseguirei produzir mais, trazer mais resultados sabe? Além dos meus afazeres pessoais em família, ajudo meu irmão aos finais de semana no negócio dele, isso me toma o fim de tarde na sexta, o sábado inteiro e as vezes o domingo”

Quando ele terminou de se expressar, eu perguntei, se ele havia ouvido o que me dissera e refletido antes a respeito. Afinal o ser humano possui a capacidade única de pensar.

E ele me respondeu: “sim, sim”

Então você está me dizendo que precisa de dinheiro, e que a empresa deve investir em você antes dos outros, antes do resultado acontecer, é isso? Perguntei.

Naquele momento ele teve a certeza que não havia pensado antes de falar, tampouco havia refletido sobre o assunto. Baixou a cabeça e se desculpou.

Em seguida, desabou, “ estou numa pressão tremenda, minha esposa me cobra demais, as contas não param, quanto mais a gente ganha, mais se gasta……”

Sugeri a ele, que neste momento, o mais adequado seria que ele repensasse a sua vida e os seus interesses prioritários. Gerar ou não gerar resultados em ou para uma empresa, não faz alguém ser uma pessoa melhor ou pior. Nem todos nascem para o comercial. As vezes temos algum resultado, em algum momento, e generalizamos, acreditamos que nascemos para vender e empreender.

Empreender e vender não é para todos, é para poucos. Se fosse fácil empreender a mortalidade das empresas no Brasil não seria enorme. Você sabe quantas empresas nascem e morrem em menos de dois anos? Pesquise.

Você sabe quantas empresas pagam os seus devidos impostos, fornecedores, funcionários, prestadores de serviços, e outras obrigações em dia? Pesquise, mas não se assuste.

Sugeri ao meu colega de trabalho que tirasse umas férias, e fizesse uma reflexão de sua vida. Ele topou, seguiu de férias.

A cultura que ouvimos do governo, sobre ter resultados antes para se investir depois, se expandiu para todos os cantos. Tenho ouvido e observado situações similares a esta que usei como exemplo, onde um colega queria ganhar hoje e antes, dinheiro, para depois produzir, regularmente. Não deixe essa cultura enraizar em você.

Isso não funciona. Nunca funcionou. Sempre para se conseguir alguma coisa, você terá de trabalhar muito, trabalhar duro, investir bastante, estar atento a diversos fatores (variáveis controláveis e incontroláveis), para que talvez, depois, você obtenha algum resultado.

Escrevi 3 livros falando sobre isso, participei de centenas de entrevistas e documentários, falando sobre isso, desde 2001, sem medo de ser repetitivo, pois foi o único caminho que conheci, difícil e de longo prazo.

É difícil, muito difícil. Paciência e foco são importantes.

Se for fácil desconfie.

Não existe um empreendedor bem sucedido que ganhou dinheiro fácil. Não existe um empreendedor que ganhou dinheiro antes de investir e se dedicar.

Se for fácil desconfie.

” Odiar sem conhecer é ter inveja e não admitir. Por isso digo sempre: Quem comigo não vive, da minha vida não sabe nada!”  Bob Marley

Lembrem-se a ignorância trás o medo, a insegurança e o caos, o conhecimento trás a serenidade, o desenvolvimento, e o resultado.  Claudio Marcellini

Artigo 425:  Risco de franquear, e os porcos selvagens

Artigo 425:  Risco de franquear, e os porcos selvagens

 

Hoje á tarde sai com a minha esposa, fomos tomar sorvete, recentemente descobrimos uma sorveteria com deliciosos sabores a um preço popular, com dez reais, você compra 4, 5 picolés.

Realmente, é algo diferente. Conseguir no Brasil reunir qualidade e preço baixo, não é tarefa fácil. Mas ao que parece, esta marca conseguiu.

Ao realizar uma pesquisa, conheci um pouco da história da marca. O negócio de maneira informal, começou há quase 30 anos, quando dois empreendedores, funcionários de uma distribuidora de sorvetes(daqueles de pote sabe), tiveram a ideia de vender direto da fábrica, sem intermediários.

Por 15 anos, estudaram, pesquisaram, foram funcionários de 3 empresas do setor.

Após juntarem capital, e buscarem empréstimos, conseguiram abrir a pequena fábrica, que na frente, dispunha de uma loja(sorveteria) para o consumidor final. O objetivo, era oferecer um sorvete na casa dos 2 reais, mas com qualidade das marcas tradicionais que ofereciam algo parecido na casa dos 7 reais.

Para reduzir custos, as duas famílias dos sócios(9 pessoas) também moravam no imóvel. Na laje superior, fizeram um apartamento dividido. Dividiam também o mesmo automóvel de entregas, para levar os filhos na escola.

Depois de 10 anos(fora os outros 15 anteriores), 25 ao todo, o negócio estava estabelecido, mais 5 lojas próprias e algumas dezenas de distribuidores compunham a estrutura do negócio.

De domingo a domingo, as duas famílias estavam integradas e dedicadas ao sucesso da produção do sorvete e no atendimento aos clientes e distribuidores.

Há cerca de 5 anos atrás, tiveram a ideia de franquear o negócio, afinal, tinham um modelo de sucesso, a marca registrada e tudo aquilo que poderia fazer com que terceiros também alcançassem sucesso na venda de sorvetes.

No início do texto, mencionei que havia ido a sorveteria, que no caso seria uma franquia, insistimos por três vezes, afinal o sorvete é demais. Mas de cada 5 vezes que tentamos, em pelo menos 3 ela fica fechada, e o curioso é que vários clientes ficam pela porta, rodeando. Geralmente aos sábados e domingos.

Fiz uma pesquisa na internet, e observei vários “clientes” realizando reclamações(daquelas sem nome, sem rosto em fóruns sem referência legal alguma) alegando que não conseguiam comprar sorvetes mesmo dentro dos horários e dias divulgados pelo franqueado local. Era nítido que algumas reclamações provinham de concorrentes incomodados, e outras provavelmente de funcionários desligados da empresa, entretanto algumas em diversas regiões, eram registradas por amantes do sorvete e que apenas queriam comprá-lo.

Das 234 franquias, em 100% HAVIAM RECLAMAÇÃO.

Naquele domingo, após insistir por três vezes desistimos. Minha esposa, perguntou ao lojista do lado se ele sabia informar se a sorveteria (franquia) iria abrir, e ele respondeu “ ah, ai esse povo que comprou abre quando quer, geralmente nos finais de semana eles nem aparecem, tem semana, que vendem bem num dia, e depois só abrem na semana seguinte”.

Mais do mesmo………………ai Brasil………….

Essas questões observadas acima, me fez refletir, e compartilhar com aqueles empreendedores que pensam em replicar o seu negócio utilizando o modelo de franchising, que tomem muito cuidado.

Quando lia as reclamações, mesmo as mais vazias, citavam a marca e o nome dos sócios fundadores que haviam construído com as mãos o negócio depois de 30 anos, isso acontecia não somente pela concorrência que buscavam informações sobre a matriz, e outras, por supostos clientes, que possivelmente entravam no site da empresa, e observavam a marca e o nome dos idealizadores e não dos franqueados locais.

Tudo bem, trata-se de calúnia e difamação, e seria uma causa ganha para marca e os seus idealizadores, mas é possível que para alguns ignorantes sem discernimento, algo negativo fosse associado ao negócio.

Franquear é um perigo. Imagine você levar anos para construir algo, e ceder em troca de alguns cruzeiros e royalties o seu negócio a um terceiro. Será que este terceiro, terá a mesma Vocação? Determinação? Responsabilidade? Compromisso?

Dificilmente.

Provavelmente, como vemos por aí, é comum franqueados exigirem demais e além contrato do franqueador. Sabe aquela história, “paguei, o negócio é meu, que se dane”, triste.

De uma forma geral, apenas uma minoria possui capacidade para empreender com resultados e compromisso, de forma coletiva, ou seja, com pensamento de equipe.

Isso me fez lembrar sobre uma tese que li há alguns anos atrás, de um estudioso europeu que falava sobre grandes erros de governos em países em desenvolvimento, onde ao invés de encorajar e cobrar resultados do cidadão, passou a oferecer subsídios dos mais diversos tipos.

Esse estudioso, fazia uma comparação com a captura de porcos selvagens. Muito mais fácil do que caçar um animal, ele citava um método, muito simples, que capturava com pouco esforço muitos animais, bastava fazê-los perderem o instinto.

Era mais ou menos assim, o caçador identificava uma trilha na floresta, feita pelos animais, e em seguida fazia uma ceva. A ceva geralmente era composta por milho, e os animais paravam diariamente no mesmo local para comê-la. O bando inteiro. Em alguns dias, os animais não saiam mais em busca de alimentos, eles apenas caminhavam um pouco até o local da ceva e por ali ficavam. Dias depois, o caçador, fazia uma cerca em uma lateral. Os animais, sem nada perceber, pois a ceva com um pouco de milho se tornara mais interessante do que qualquer assunto da floresta. Mais alguns dias, outra parte da cerca era finalizada.

E pronto, em algumas semanas, aqueles animais selvagens, valentes, estavam limitados a uma área cercada, com um pouco de milho, dormiam, comiam, e era só. Haviam perdido o instinto selvagem.

Quando iniciei a minha jornada profissional, havia muito a ver, ouvir e principalmente a aprender.

Situações como esta que mencionei sobre a franquia acima, me deixavam assustado, perplexo. As pessoas sem compromisso, sem responsabilidade, pensamento individual……

Com o passar dos anos, percebo que uma grande parcela da população, se tornou “animais no cercado”, com tanto subsídio, perderam o interesse em fazer melhor. Em correr atrás.

Essa “cultura” se expandiu de tal modo, que em todas as classes sociais, observamos a procrastinação, a preguiça, e os subterfúgios na ponta da língua para se justificar.

Os menos favorecidos tem os “bolsa” alguma coisa. Os mais favorecidos tem “os” Bndes, e pagar imposto pra quê?

Quando sabemos aonde estamos, quem somos, e aonde queremos chegar, situações como esta narrada acima, apenas nos entristecem.

Hoje em dia, não fico mais perplexo, fico triste, em saber que alguém teve uma grande oportunidade em representar a marca de alguém com um produto de qualidade, feito com amor e garra, investindo bem pouquinho, e joga no vento a oportunidade, que tiro no pé.

Lamentável.

Tenha muita certeza antes de autorizar alguém a usar a sua marca, o seu nome, pois infelizmente, boa parte das pessoas que lhe procurarem para fazê-lo, não possuem a menor condição para tal.

 

 

 

 

#claudio marcellini

Artigo 424: Abrace o seu cliente, seja amigo dele, mas lembre-se, nem sempre o cliente tem razão.

Artigo: Abrace o seu cliente, seja amigo dele, mas lembre-se, nem sempre o cliente tem razão.

Ao longo dos anos, sempre ouvi aquele famoso bordão “ o cliente tem sempre razão”.

Será que essa máxima é verdadeira na prática?

Ao longo de cursos que realizei e de palestras, workshop que assisti, onde o tema “Cliente” era destacado, nunca ouvi um professor, palestrante, se debruçar sobre a questão do “cliente tem sempre razão”.

Acredito que isso aconteça pelo simples fato de existirem muito mais clientes do que empresas, isso sempre foi assim e deve continuar sendo, e dessa forma talvez por receio, muitos hesitem falar sobre o tema e talvez assim evitar discussões ou entendimentos equivocados.

Como o objetivo aqui, é, sempre foi, e deverá continuar sendo compartilhar conhecimento, me sinto completamente à vontade para expor as minhas ideas e pensamentos e receber ponderações, que por sua vez, podem me ajudar a melhorar e assim desenvolver artigos mais precisos e promissores e que por sua vez contribuam com os empreendedores do nosso país.

Comecei a empreender na infância, e já era possível observar, que mesmo atendendo o cliente com o prometido, existiam situações de insatisfações.

Ao longo dos anos, e podendo observar a relação empresa x cliente, sobre os mais diversos segmentos do mercado, oferecendo serviços e produtos, continuei a observar que a possibilidade de insatisfação (ou a não satisfação plena 100%) sempre poderá existir.

Não me pergunte o porquê, por que existem uma enorme quantidade de respostas possíveis.

Dia desses, comentava sobre o assunto com um grande amigo e executivo do setor automotivo, ao final, ele comentou : “ Professor, o cliente não quer saber do produto, do preço, do contrato, a prioridade dele é ter razão, tivemos um  caso onde a empresa foi processada por indivíduo que nem cliente era, mas se sentia na razão, sabe-se lá qual, em processar a empresa”

Ao longo de minha vida profissional, pude observar vários casos, e tentei criar um padrão. É difícil. É certo que a maioria que tinha alguma insatisfação em algum momento havia deixado de cumprir com as suas obrigações contratuais, e em outras trazia para a relação comercial um problema pessoal/emocional.

O ponto mais notório, e digamos, o perfil com a maior incidência de reclamação/insatisfação, que observei, foram 3.

primeiro, era o cliente que havia contratado algo que precisava muito, mas não tinha condições de cumprir com a sua parte do contrato, e logo após a sua formalização, subterfúgios e desculpas, por parte do cliente, se multiplicavam, aumentando ainda mais na data de pagamento, como uma forma de justificar que não tinha como cumprir com o combinado. Nessa relação, também observei, que caso existisse um representante/vendedor, que houvesse intermediado o negócio, este por sua vez, se não fosse um profissional de ponta, haveria o famoso melindre.

segundo, era o tipo que classifiquei como insatisfeito por natureza, se você pesquisar sobre um cliente deste tipo, poderá observar que ele já teve atitude similar com outras empresas, já processou a companhia aérea, a faculdade, a prefeitura, a padaria da esquina,…é aquela coisa da razão sabe, “eu processei, então tenho razão”. Processos são apenas folhas de papel, onde todo e qualquer pessoa pode escrever o que quiser. Esse tipo tem grande probabilidade de trazer desgaste aos profissionais da sua empresa, principalmente aqueles que não possuem o devido preparo.

terceiro tipo, é uma somatória dos dois acima, ele está de mal com a vida. A sensação é que ele compra um produto ou contrata um serviço, torcendo para que algo saia errado, e ele assim possa reclamar.

O mais importante, é você empreendedor, ter a plena consciência, que  sempre irão existir pessoas que estarão satisfeitas, e outras não. Se você não entender e aceitar isso, desista, fique em casa. O mundo é um desafio, todos os dias, e as chances de perder podem ser maiores em relação as chances de vencer.

Sempre gostei de fazer mais do que o possível. O nosso jurídico, algumas vezes me repreendeu dizendo – “olha se você fizer mais do que o combinado, poderá assumir responsabilidades que não são da empresa”, teimei, corri o risco, fiz a minha parte, embora o jurídico estava certo, tive empresas que tiveram processos descabidos e que ao final não deram em nada, mas foram gerados pelo excesso de suporte, acredite se quiser.

Seja profissional.

Independentemente do tipo de cliente que você tenha, ou dos problemas que possam ser gerados por qualquer que seja a insatisfação de um cliente, trate todos iguais, siga um padrão, tenha um formato pronto e já testado para os seus atendimentos. Somente com a prática você conseguirá.

E lembre-se, abrace todos os seus clientes, seja amigo deles, esteja à disposição, faça a sua parte independente das intenções do cliente.

 

Claudio Marcellini

Mark Manson

“o caminho do sucesso vai depender do tamanho da dor que você está disposto a suportar e  a felicidade está em resolver problemas sem problemas a vida não teria sentido!”